quarta-feira, julho 07, 2004

Ontem eu relembrei a lição...

...Que eu acreditava já ter aprendido, por obra da “pena” inspirada de Carlos Albuquerque AKA Calbuque.

No comentário da matéria do Bernardo Araújo sobre a recente pancadaria no róque BR em O Globo de ontem, eu tive um desses insights.

Andei me envolvendo em bate-teclas por aí no Orkut e enderecei uns merecidos sopapos a quem de direito e algumas asperezas verbais a quem me provocou, mas não merecia. Ficou claro que eu aceito provocações, ou seja, que eu sou infantil.

Quando li que os meus dois letristas prediletos dessa geração (cada um ao seu estilo) saíram no braço eu me vi há 20 anos atrás, comprando todas as pendengas, enfrentando com ferro e fogo esses desafios menores. Ta certo que as razões são outras, mas o assunto é sério, Um criticou a coerência ética do outro que achou isso a maior ofensa do mundo e foi as vias de fato sem necessidade, no meu caso eu fui ofendido e traído em minha confiança e amizade, é diferente, mas ainda assim uma agressão é injustificável.

O alvo das minhas ameaças de punição física está doravante e publicamente livre do castigo. Isso não quer dizer que ”trocamos de bem”, mas que eu não vou regredir espiritualmente dando ouvidos ao negativo e escangalhando a sua triste figura, serei magnânimo.

Esse episódio me relembrou a transformação que eu experimentei ao ver no final dos 80’s The Duel o filme de formatura do Ridley Scott, e concluí o seguinte naquela época:

O combate só existe entre dois contendores.
Quando um não quer não há o duelo.
Me inclui fora dessa.

Mas me esqueci disso.

Grato por me lembrar amigo Calbuque.

2 comentários:

LolyD disse...

Ou no popular: quando um não quer, dois não brigam... :)
A propósito, palmas pro Marcelo Camelo, que a meu ver foi (usando um termo seu) "magânimo"! :)

Ingie disse...

Here my portuguese come short so I'll just say this: Whenever we are provoked, we react with the intencity of how much the words said upset us. Sometimes its less upsetting and then we dont care or thing it's not worth fighting over. Other times it hits us right at home and we feel we got to defend ourself. Later when the heat has calmed and we look over the words written we see that we could have done or sad things differently. But it doesnt change the fact that we always want to defend ourself when we feel we are treated wrong.

Abraço pra vc

Ing