
“Canção Proibida” (Clique no título do post para ouvir uma versão ao vivo!) nasceu de um fragmento que o Yan e eu começamos a trabalhar num dos nossos encontros de composição.
Eu gostei de cara do riff da guitarra. Achei “mauzão”, bandido. Lembro que começamos a escrever uma letra naquele dia mesmo, mas essa foi outra canção que ficou ali por meses, latente e inconclusa, quase esquecida. Até que num ensaio o Yan me perguntou se eu tinha terminado a letra e mostrou o que a gente já tinha feito pra banda. Todos adoraram e fomos arranjando e escrevendo ao mesmo tempo até terminar o que resultou em um dos nossos temas mais pesados, um rock básico, com um riff de guitarra marcante e agressivo e um refrão melódico.
Sua letra tem como pano de fundo uma situação recorrente que eu encontro sempre que começo um novo namoro. Toda mulher sonha com uma canção feita pra ela. E todas invariavelmente chegam naquele momento em que não se contêm e perguntam quando é que eu vou escrever uma música sobre o nosso amor.
Minha resposta clássica e sincera é a de que eu escrevo lindas canções de separação ou despedida (isso fica muito claro no meu retrospecto) e elas emudecem. Mas é a mais pura verdade. É nos momentos de perda que eu faço contato com os meus sentimentos mais profundos. É na dor que eu me igualo a todos os que sofrem e aí consigo escrever canções que vibram no inconsciente coletivo.
Eu já me torturei muito tentando descobrir porque nunca escrevia canções alegres, principalmente depois de ouvir Caetano Veloso apontar como a maior qualidade de Jorge Benjor o fato dele nunca ter feito uma música triste. Na época fiquei preocupadíssimo e apaixonado que estava, tentei compor uma canção feliz. O Resultado foi “Em Volta Do Sol” do CD “ZERØ Electro Acústico” em parceria com o grande Dudu Caribe. Em seguida participei involuntariamente de uma outra parceria onde ela entrou com o pé e eu com a bunda.
Enfim, melhor deixar a alegria com o Benjor, ele sabe o que está fazendo. Eu fico com o que eu entendo, ou melhor, com o que me inspira e espero que a namorada compreenda.
Em “Canção Proibida” fica claro, ou nem tanto, o seguinte: Eu tinha terminado um relacionamento longo com uma mulher que ouviu a minha resposta clássica quando perguntou se eu não escreveria a “nossa” canção. Só que essa foi uma daquelas relações que terminam em paz, “de bem”, sem mágoa ou maiores sofrimentos. Somos excelentes amigos até hoje e ela sabe quanto eu a adoro.
A nossa não foi uma canção triste e por isso está “proibida”!
CANÇÃO PROIBIDA
© 2006 - Guilherme Isnard & Yan França (BMG Publishing)
Tem coisas que eu entendo
Nem leio o manual
Eu nunca me arrependo
Só não me leve a mal
Hey, hey! Na-na-não!
Não leve a mal!
O que eu não sei invento
Mentira casual
O tempo todo eu tento
O medo é irreal
Hey, hey! Na-na-não!
Não é real!
Você entrou na minha vida
Então eu fiz uma canção
Antecipando a despedida
Eu só não tinha uma razão
E a nossa canção...
Ficou proibida
Ninguém vai cantar
Marcou nossa vida
E não tem mais lugar
Canção proibida
Não vai mais tocar
Eu não vejo saída
E não posso voltar, não!
Quem sabe um dia aprendo
Que o amor é imortal
Vou me desenvolvendo
Voltar não é normal
Hey, hey, hey! Na-na-não!
Não é normal!
Você entrou na minha vida
Então eu fiz uma canção
Antecipando a despedida
Eu só não tinha uma razão
E a nossa canção...
Ficou proibida
Ninguém vai cantar
Marcou nossa vida
Não tem mais lugar
Canção proibida
Não vai mais tocar
Eu não vejo saída
E não posso voltar, não!
Canção proibida!
Na-não, não vai mais tocar
Canção proibida!
Na-na-não vai mais tocar
Canção proibida!
Na-não, não vai mais tocar
Canção proibida!
Na-na-na-na-na-não!
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